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  • Jonatas 3:55 pm on July 14, 2008 Permalink | Reply  

    Preguiça de pensar 

    Sempre que possível evitamos pensar, temos preguiça. Me refiro ao tipo de pensamento ativo da parte consciente do cérebro, a parte que supervisiona o resto, a parte da qual temos atenção. Quando há grande atividade cerebral, há um aumento do fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro. Será que evitamos pensar para poupar energia? Será que inventamos e aceitamos explicações e mitos para não ter mais que pensar sobre as coisas que não compreendemos, visando economia de nutrientes?

    Mesmo em repouso, um cérebro humano de 1350g gasta cerca de 25% da energia do corpo; o cérebro de um bebê, 90% de sua energia; o cérebro de outros mamíferos, no máximo 5%.

    Uma possibilidade do transhumanismo, já que não temos mais limitações de recursos como há 10 mil anos atrás, é aumentar o tamanho dos nossos cérebros, pois atualmente podemos arcar com os custos nutricionais de um cérebro mais ativo, e a inteligência vale o gasto. Possivelmente foi para poupar energia que a maior parte dos animais não desenvolveu cérebros grandes. Cada grama de cérebro consome 16 vezes mais energia que o mesmo grama de músculo.

    Apesar da aparente disposição natural à preguiça de pensar, a descoberta e a curiosidade são coisas naturalmente presentes nas pessoas, e são estimulantes. É possível que com o hábito isso venha a se associar ao pensamento ativo, criando um condicionamento positivo. Assim, o pensamento ativo talvez possa se tornar um hábito condicionado e ocorrer com mais frequência, se for prazeroso.

     
  • Jonatas 7:40 am on June 16, 2008 Permalink | Reply  

    Proposta de pleno emprego 

    O capitalismo me parece um meio excelente de distribuição da produção das pessoas. Os bens e serviços produzidos são escassos, não há de tudo para todos. A distribuição capitalista é livre, todos podem ter tudo, dependendo da escolha que fazem com o dinheiro que têm ou terão. Cada um ganha o correspondente em bens e serviços àquilo que produziu, o que estimula o trabalho e a inovação. Isso beneficia a todos de uma forma considerável, exceto aos mais pobres e miseráveis. Estes não se beneficiam do capitalismo. Se os desempregados e os mais pobres pudessem receber um auxílio garantido em troca de trabalho, o capitalismo seria bom para todos.

    Talvez a ociosidade de parte da mão-de-obra seja necessária para a eficiência do sistema de mercado capitalista (já que ele exige contratações e demissões, sucessos e falências), no entanto, talvez essa mão-de-obra ociosa pudesse ser utilizada temporariamente em empregos pouco especializados e de baixa remuneração, fornecidos pelo governo ou por entidades, até que a pessoa encontre um emprego melhor. Isso daria um pouco mais de segurança à instabilidade de trabalho inerente ao sistema capitalista, e daria um aumento de produtividade considerável à economia da sociedade, sendo não uma alternativa ao capitalismo, mas um “curativo” a alguns problemas sociais existentes nesse sistema.

    Pessoas incapacitadas de exercer trabalho não seriam classificadas como mão-de-obra ociosa, mas como dependentes ou inválidos, ainda podendo receber auxílios sem trabalhar, se for o caso (de que esse tipo de auxílio valha a pena).

    Já que o simples auxílio aos pobres, não acompanhado de trabalho em troca, como o programa Bolsa-família, causa inflação, principalmente nos alimentos (que é o tipo de produto que tem um aumento de demanda por parte daqueles que usufruem desse auxílio), essa inflação poderia ser revertida a curto prazo se aqueles de baixa renda inseridos nesse programa trabalhassem para produzir alimentos. Esse sistema possivelmente levaria os pobres para o ambiente rural. Outra possibilidade é que a demanda pelos alimentos aumentará a longo prazo a produção existente, e assim as pessoas de baixa renda poderiam trabalhar em qualquer tipo de ocupação que fosse conveniente.

    De toda forma, o trabalho feito por essas pessoas daria um retorno financeiro que baratearia enormemente os custos do programa, possibilitando a sua extensão para todas as pessoas que estejam temporariamente desempregadas e que desejem participar (o que seria a meta principal), e o aumento do valor monetário do auxílio. Isso talvez diminuiria a quantidade de miséria e de criminalidade no país.

    Possivelmente, com este sistema, o custo da mão-de-obra de baixa qualificação subiria (já que os empregadores teriam menor demanda pelos empregos de baixa remuneração), o que poderia ocasionar alguma inflação, ao menos a curto prazo, no entanto, o preço da mão-de-obra no Brasil ainda é bastante pequeno comparado a outros países mais desenvolvidos, então não acho que seria um grande problema. Teorias mais recentes da relação entre inflação e desemprego confirmam essa suposição, de que, com o aumento do percentual de emprego, a inflação costuma ocorrer a curto prazo mas se estabiliza a longo prazo.

    De um ponto de vista libertário, pagar este tipo de auxílio para os desempregados talvez não fizesse sentido, já que seria como um roubo do dinheiro do contribuinte com boa renda, direcionado para o desempregado, de forma que o desempregado de fato seja um prejuízo para o país, e um peso nos ombros dos membros mais produtivos da sociedade. No entanto, de um ponto de vista utilitário, importa o que causa um resultado mais positivo para todos em termos de felicidade, então este tipo de interferência poderia ser eticamente justificável, além do possível resultado de melhorar o ambiente social e diminuir problemas que afetam a todos.

    Quanto ao Bolsa-família, tenho a impressão de que ele erra em distribuir auxílio para quem tem filhos — pobres não deveriam ter filhos, e não se deveria os incentivar a ter; quem deve ter filhos são aqueles com renda alta, que têm condições de os criar bem, para serem membros úteis à sociedade, ao invés de os criar mal, para serem prejuízo à sociedade como um todo (em vários aspectos). Talvez seria mais útil um programa que pagasse aos pobres para terem poucos filhos, ou ainda, como na China, os multasse ao terem muitos filhos. Novamente, isso seria errado de um ponto de vista libertário, mas talvez justificável de um ponto de vista utilitário.

    Por enquanto esta proposta é apenas um esboço.

     
    • Thiago 11:46 pm on June 19, 2008 Permalink | Reply

      Hum…
      Rebública Federativa do Brasil

      • que é mesmo uma “república” ?. – Genéricamente, união de pessoas pesando em função do bem comum, régidas por uma constituição. (definição minha )

      “Outra possibilidade é que a demanda pelos alimentos aumentará a longo prazo a produção existente, e assim as pessoas de baixa renda poderiam trabalhar em qualquer tipo de ocupação que fosse conveniente”

      Isso poderá acontecer no futuro, o problema e que o sistema capitalista pouco estimula a produção e também o bolsa-familia, na minha opinião chega a ser anti-constituicional, fere o sentido de repúplica; além de ser um prática, claramente populista, ainda estimula o cidadão que recebe a pensar individualmente. Pois
      arrendará votos para o político que o ajudou , mas pouco contribuirá para o bem geral.

  • Jonatas 3:15 pm on May 24, 2008 Permalink | Reply  

    Simulação de realidade 

    A consciência humana não participa da tomada de decisões, já que qualquer tomada de decisões necessita uma máquina física para a realizar, um cérebro ou computador. Assim, a vida poderia ser, teoricamente, experienciada, exatamente do jeito que é, na forma de uma ilusão, como um filme, em que não é possível ao observador controlar os acontecimentos. Esse filme precisaria cobrir todos os sentidos humanos, que não são apenas cinco, mas onze, segundo a psicologia – e processos internos e conscientes do cérebro também são sentidos, como pensamentos, emoções e memórias.

    Para tornar um filme assim possível ao observador, seria preciso primeiro o deprivar dos seus próprios sentidos da realidade verdadeira, e então os substituir pelos sentidos do filme, o que não é impossível, e necessitaria de uma manipulação física do cérebro, talvez conectando partes dele a um computador, ou a um cérebro artificial. Seria ainda mais fácil criar consciência diretamente num computador ou cérebro artificial que passasse a essa consciência os sentidos desse filme, da mesma forma como o nosso cérebro passa à nossa consciência os sentidos da realidade externa e de seus processos internos.

    Para tornar possível a criação de um filme assim, seria necessário: ou o gerar artificialmente por computador, ou o gravar com base em acontecimentos reais, ou uma combinação dos dois, isto é, com aspectos reais e aspectos artificiais. Se o filme for artificial de alguma maneira, é possível que ele seja grandemente diferente da realidade, inclusive com regras físicas diferentes, e com lógicas diferentes, de modo que, julgando pelo filme, não seria possível saber como é a realidade verdadeira.

    Um filme poderia passar apenas uma parte da vida e fazer a consciência sentir que já havia experienciado o tempo anterior, por meio de memórias implantadas.

    Se o filme fosse interativo, sendo assim mais como um jogo, ele poderia deixar, digamos, o pensamento, ocorrer de fora dele. Esse jogo, para ser possível, necessitaria ser, ao menos em parte, artificial (dependendo das características do jogo, totalmente artificial), e precisaria de uma tecnologia e de uma complexidade muito maiores do que seria necessário para um filme, pois o jogo teria que se adaptar às infinitas possibilidades de escolha do observador ou jogador.

    Não é impossível que estejamos vivendo um filme agora. A grande questão seria: por que fazer um filme assim? Para criar um filme assim, seria necessária a existência de alta tecnologia. Para haver alta tecnologia, e para a sua manipulação, é necessária alta inteligência. Para haver um filme assim, seria necessário que ele cumprisse uma utilidade, e essa utilidade precisaria ser ainda mais relevante pelo fato desse filme incluir dor e sofrimento, um prejuízo real. Já que os criadores precisariam ser inteligentes, eles saberiam disso. Qual a utilidade que um filme feito da maneira como é a nossa realidade poderia ter para tais criadores inteligentes? Se essa utilidade não existir ou não puder fazer sentido, podemos nos assegurar de que não estamos vivendo numa simulação de realidade, mas no mundo real.

    É interessante pensar nas possibilidades futuras para a criação de tais tipos de filmes ou jogos, e pensar sobre o que seria proveitoso criar no futuro pode nos dar dicas a respeito de se a nossa realidade ser uma simulação faria sentido.

     
  • Jonatas 5:02 am on May 7, 2008 Permalink | Reply  

    Visão 

    Um estudo científico com camundongos, que normalmente têm receptores visuais apenas para azul e verde, demonstrou ser possível os fazer ver também o vermelho, tornando sua visão de cores equivalente à humana, por meio da mera inserção de um gene humano. Isso mostra que um gene sozinho é capaz de alterar a percepção de cores, sem precisar de uma evolução cerebral – a mudança de percepção de cores foi praticamente instantânea, mostrando a flexibilidade do cérebro.

    A visão humana se dá por meio do aparelho visual humano, que inclue os olhos e o processamento cerebral da visão. A qualidade dessa visão é principalmente devida aos olhos em si, isto é, não tanto ao processamento cerebral. Há animais de cérebro menor que o nosso e de visão superior.

    A qualidade da visão abrange aspectos como precisão e resolução (o quanto se pode enxergar detalhes e coisas distantes), campo de visão periférica (o quanto se pode ver coisas ao seu redor ou só à sua frente – no caso dos humanos, 120 graus), percepção de movimento (o quanto uma mudança no campo visual chama a atenção), percepção de profundidade (o quão bem os olhos avaliam a distância em 3D) e percepção de cores (a visão humana percebe uma faixa de comprimento de onda de mais ou menos 400 a 700 nm, no espectro de cores).

    Quanto a cores, há variabilidade entre pessoas, determinada geneticamente. Normalmente as pessoas têm nos olhos 3 receptores de cor, chamados cones, correspondentes a azul, verde e vermelho, com leve variação individual na tonalidade captada por esses receptores. Algumas pessoas, no entanto, têm 4 receptores, e conseguem uma visão superior de cores. Esse receptor extra é dado por um gene que só se manifesta em mulheres, muito raramente, e é inativo nos homens portadores (provavelmente está no cromossomo X, exigindo duas cópias para se manifestar, suposição minha). Essas mulheres com 4 receptores conseguem distinguir melhor entre tonalidades de cores e provavelmente têm uma experiência subjetiva de visão mais rica, e inexplicável para humanos normais.

    Há também uma quantidade significativa de pessoas com visão de cores diminuída, predominantemente homens. Há pessoas com apenas 2 receptores de cores, que enxergam, por exemplo, apenas tons de vermelho e verde, e há ainda algumas pessoas com visão sem distinção de cor, como em preto e branco. A maior ou menor quantidade de receptores de cor é determinada geneticamente, pelos genes dos pais.

    Comparada à dos animais, a nossa visão é talvez intermediária. Há muitos animais com visão superior, seja em um aspecto ou em outro. A águia tem uma visão de precisão e resolução maior, conseguindo enxergar melhor coisas distantes e detalhes do que nós, mesmo com um cérebro relativamente pequeno. Provavelmente a qualidade da visão de cada animal é resultado das exigências evolutivas, e se essas exigências não foram rígidas o bastante no caso dos humanos, é compreensível que a nossa visão não tenha se tornado tão boa.

    Há um animal, no entanto, para o qual as pressões evolutivas para a visão parecem ter sido especialmente fortes. A tamarutaca (mantis shrimp, foto) é um bixo semelhante a uma lagosta, que vive no fundo do oceano e tem um corpo de mais ou menos 30cm.

    Enquanto que os humanos têm normalmente 3 receptores para visão colorida, ela tem 12 ou mais receptores, algumas espécies chegando a 16, conferindo uma visão hiper-espectral, incluindo infravermelho e ultra-violeta, passando por tonalidades inimagináveis. Enquanto nós temos uma percepção de profundidade binocular numa faixa estreita à nossa frente, a tamarutaca tem visão trinocular que percebe toda a sua circunferência. Seus olhos são considerados os mais complexos do reino animal.

    É provável que, devido ao tamanho do seu cérebro, a tamarutaca não tenha consciência, isto é, seja um mero robô natural, e não possa conscientemente apreciar toda a sua riqueza visual. Talvez algum dia pós humanos possam descobrir como é a sua visão. Dado um criador inteligente, pós humanos poderiam ter uma visão ainda superior à da tamarutaca (mantis shrimp), e talvez então a nossa experiência sensorial de agora seja como um filme em preto e branco em comparação.

     
    • Diego 5:13 am on May 7, 2008 Permalink | Reply

      Maravilhoso (em particular visualmente) o tal camarãozinho

      Critico apenas a colocação de nossa visão como intermediária. A unidade mínima de luz, na física é o fóton. Nosso sistema nervoso é tão poderoso que a retina do olho possui receptores que podem ser ativados com apenas 1 fóton. Não só isso, como essa informação consegue gerar uma reação em cadeia que chega ao falante dizer “eu vi um fóton”

      Nossa visão é extremamente sensível, em verdade, é impossível que haja qualquer visão mais sensível, por não haver outras unidades de luz. O grau de captura das nuances do espectro, e a amplitude do espectro ao qual temos acesso, por outro lado, está obviamente delimitado pelo fato de sermos primatas e caçadores….

      Mas enfim, é sacanagem nos chamar de intermediários, se podemos captar a quantidade mínima de luz que existe no universo observável.

    • Diego 5:16 am on May 7, 2008 Permalink | Reply

    • Jonatas 5:16 am on May 7, 2008 Permalink | Reply

      Será que outros animais não podem perceber um único fóton tb? Somos intermediários em alguns aspectos de visão então. Mas é legal que nossa visão não está no limite do possível, e nossa experiência sensorial pode ser melhorada.

    • Jonatas 4:14 pm on May 7, 2008 Permalink | Reply

    • Paralelo 1:00 am on May 17, 2008 Permalink | Reply

      No ponto em que eu estou, duvido que algo capaz de “processar informação” não seja capaz de “ver”. Chuto que esta tamarutaca vê sim… aposto, além, que qualquer inseto com olhos vê.

      A consciência está alicerçada a certos tipos de processamento de informação, e não necessariamente são processamentos complexos. Sem dúvida somos conscientes de eventos que, cerebralmente, são bastante simples.

      Quanto às cores não dependerem de processamento complexo, é discutível. Os camundongos e o homem podem simplesmente compartilhar a complexidade necessária. O gene apenas acrescentou um detalhe, talvez.

    • Jonatas 1:31 am on May 17, 2008 Permalink | Reply

      É possível acrescentar um receptor a mais que o normal, de 3 para 4, e isso é acompanhado de uma melhora na visão colorida, nos humanos, então possivelmente se pode também acrescentar mais e mais, para 5, 6, … até se chegar a um resultado ótimo.

      Acho que animais pequenos e insetos não tem qualquer tipo de experiência consciente. Essa é a opinião do Dennett também. A experiência consciente envolve um mecanismo particular e dedicado a ela, é um processo sobre outro processo, e se limita à atenção. Talvez sequer exista consciência em muitos animais grandes, conforme há algumas evidências…

      Por exemplo, tirando de um livro do Dennett, tem uns chipanzés que lutam entre si, e ao final um deles morde e arranca os testículos do outro. Seria esperada uma dor agonizante, mas o chipanzé que sofreu isso não demonstra sinais de dor, ele lambe a ferida calmamente e segue com a vida.

    • Paralelo 2:06 am on May 17, 2008 Permalink | Reply

      Não vejo a menor relação entre “não ter reação de dor” e “não ser consciente”. Se ocorreu o equivalente físico da dor, então o macaco reagiria como tal – fosse ou não consciente disso.

      Mas ADOREI a idéia de que nós, com as alterações físicas corretas, poderíamos VER cores de matizes que, por hora, sequer podemos CONCEBER! Nem azul, nem roxo, nem amaralo, nem verde, nem vermelho… outra coisa!

      Ou pelo menos temos um belo teste: façamo-nos as mudanças equivalentes e observemos o resultado. Vemos cores novas? Se sim, ponto para o materialismo; se não, ponto para o dualismo. Pontos controversos, é verdade… deixo para a intuição do leitor a razão de eu dizer isso. Não faço a menor idéia, agora, se é óbvio ou não.

    • fdfdfdfdff 9:40 am on March 29, 2009 Permalink | Reply

      bicho é com “ch” e não com “X”.

    • Jonatas 12:37 pm on March 29, 2009 Permalink | Reply

      Como foi um artigo informal não conferi a escrita.. ;)

    • Thiago Moura 7:54 pm on April 15, 2009 Permalink | Reply

      Adorei seu texto.
      Ando pensando muito nesta coisa de dimensões e realidades diferentes. Engraçado… se percebemos as coisas do mundo de forma diferente, mesmo entre os da nossa própria espécie, percebemos a realidade de forma diferente. Sendo assim, cada um vive em um mundo e numa realidade bastante diferente do que vive o outro…
      Queria muito participar da evolução do home… estamos precisando… e de forma urgente!
      Quanto aos olhos… ainda tem espécie sem olho:
      http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI908114-EI299,00.html
      é um crutáceo.

      A tamarutaca é linda, hein: Super colorida! Elas devem utilizar os olhos super aguçados para se identificarm ou se comunicarem….

      Grande abraço!
      Obrigado.

    • david 6:52 pm on September 8, 2011 Permalink | Reply

      minha retina consegue captar até neutrinos…

  • Jonatas 8:30 pm on May 4, 2008 Permalink | Reply  

    Pensamento vs. leitura 

    Da leitura não é incomum se assimilar idéias teóricas com pouca reflexão e crítica. Esses conceitos assimilados são frequentemente tidos como fatos e, se não houver muito cuidado, serão frequentemente errados.

    Pensar as idéias de maneira própria é melhor que assimilar idéias erradas com pouca reflexão. Mesmo a ignorância pode ser melhor que uma idéia falha. A ignorância, quando confrontada com o problema, leva à cautela ou ao pensamento próprio.

    A idéia vinda da leitura deve servir como uma hipótese, mas seria melhor pensar ela de maneira própria para confirmar sua integridade. Isto é, seria melhor pensar o problema sem considerar a princípio que a solução é essa idéia, para que ela não afete a qualidade do pensamento. Isso vale mais para idéias teóricas e mais passivas de erro, e menos para fatos científicos e pouco passivos de erro.

    A leitura de fatos científicos é beneficial, no que permite o aumento do conhecimento confiável em cima do qual se pode formular pensamentos e conclusões próprios.

    O caractere chinês para “leitura” (読) é formado pela junção dos caracteres “fala” (言) e “vender” (売). De certa forma, quem lê vende sua própria fala, e põe no lugar a fala da leitura. Temos preguiça de pensar por conta própria, é mais fácil usar uma explicação pronta, se já a tivermos, e assim poupamos o nosso pensamento. Quantos exemplos não há em que isso ocorre?

    Não deixe os outros fazerem o trabalho de pensar por você.

     
  • Jonatas 8:29 pm on May 4, 2008 Permalink | Reply  

    Direitos de seres e máquinas 

    O que distingue o organismo, ser ou máquina, juridicamente significante é a consciência, e a significância é dada pelo grau de consciência e pelo grau de inteligência. Um organismo sem consciência, mesmo inteligente, é um objeto, e não tem direitos, apesar de poder ter utilidade e importância. Se existe consciência mas a inteligência é baixa, pode ser necessário diminuir sua liberdade, e tomar decisões por ele, mas não é mais um objeto, adquire importância pela capacidade de ter sentimentos negativos e positivos, adquire certos direitos.

    Um ser consciente e inteligente o bastante pode ter maior autonomia, liberdade e deveres, além de direitos. A autonomia, a liberdade, os deveres, e parte dos direitos são pensados em função da inteligência; outra parte dos direitos é pensada em função da consciência.

     
    • Diego 1:59 am on May 7, 2008 Permalink | Reply

      Só do ponto de vista jurídico e moral consciência confere liberdade e autonomia.

      Não é uma consequência lógica (podia passar um desavisado achando que fosse)

    • Jonatas 2:24 am on May 7, 2008 Permalink | Reply

      Claro, é verdade… é preciso diferenciar.

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