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		<title>Fim</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 03:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou fechando este blog&#8230; continuará aqui pelos posts antigos, mas não postarei novamente.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estou fechando este blog&#8230; continuará aqui pelos posts antigos, mas não postarei novamente.</p>
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		<title>Sobre este blog</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 16:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Este blog foi iniciado no dia 4 de maio de 2008, exatamente um ano após 4 de maio de 2007, dia em que eu comecei um sistema de anotações particulares de pensamentos, um tipo de &#8220;thought diary&#8221;.
Nesse sistema, sempre que eu pensasse uma idéia interessante, eu a anotava e a elaborava mais extensamente num arquivo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=40&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Este blog foi iniciado no dia 4 de maio de 2008, exatamente um ano após 4 de maio de 2007, dia em que eu comecei um sistema de anotações particulares de pensamentos, um tipo de &#8220;thought diary&#8221;.</p>
<p>Nesse sistema, sempre que eu pensasse uma idéia interessante, eu a anotava e a elaborava mais extensamente num arquivo de texto do Bloco de Notas. Dessa forma, eu não esqueceria aquilo que tivesse pensado; reforçaria a memória repassando a idéia; analisaria a idéia mais a fundo e a criticaria, com o auxílio da escrita, o que funciona como um auxílio artificial à memória de curto prazo e ao pensamento isolado, possibilitando que eu analisasse meus pensamentos de forma mais séria e profunda; reforçaria o hábito de pensar, pois me dava motivação cumprir uma meta de tal número de arquivos de pensamentos por mês, e a cada arquivo que eu adicionava eu me sentia satisfeito.</p>
<p>Esse sistema evoluiu da necessidade, que eu notei em anos anteriores, de não esquecer pensamentos, pois eu sou uma pessoa que tem muitas idéias e pensamentos, e eu sentia que grande parte desses pensamentos eram perdidos no esquecimento, e eu os refazia sem lembrar algum tempo depois, como se fossem novos, ou simplesmente os perdia como se não tivessem sido feitos.</p>
<p>Por um tempo eu tentei anotar os pensamentos no Word, mas não deu certo. O Bloco de Notas é simples, prático e rápido, o que facilitou a eficácia do sistema. No Bloco de Notas eu não preciso pensar na formatação do texto, na fonte e na cor, etc.; todo o texto é de uma cor só, de uma fonte só, e a formatação é simples e básica.</p>
<p>Após algumas tentativas, achei que a melhor forma de nomear os arquivos é colocar a sua data, seguida por algumas palavras-chave do assunto, por exemplo: &#8220;2007-10-05-poupanca-investimento.txt&#8221; &#8211; note o formato da data, que possibilita uma melhor ordenação dos arquivos.</p>
<p>No ano de 2007 esse sistema de anotações particulares funcionou de uma forma muito boa. Foi um ano extremamente produtivo intelectualmente, o ano da minha vida em que mais evolui em idéias e conhecimento, de longe. De maio até novembro de 2007, produzi uma média de cerca de 30 arquivos por mês. De novembro de 2007 até maio de 2008 estive com síndrome do pânico e minha produtividade intelectual caiu enormemente, assim como o número de arquivos escritos. Em maio de 2008, coincidindo mais ou menos com a cura do meu pânico e um ano após o início do meu sistema anterior, iniciei este blog, com o intuito de compartilhar minhas idéias e receber <em>feedback</em>, impressões, comentários e críticas dos leitores.</p>
<p>No entanto, tenho notado que o número de textos produzidos caiu. Isso pode ter se dado pelo fato de que é mais difícil escrever no blog que no Bloco de Notas. Para escrever no blog, diferentemente de escrever para mim mesmo, eu tenho que pensar em como será a aceitação do conteúdo por parte dos leitores, e como será o seu entendimento das minhas idéias, tendo que por vezes elaborar explicações que seriam desnecessárias se eu estivesse escrevendo para mim mesmo. Adicionalmente, com a intenção de ganhar boa aceitação e o interesse dos visitantes, tenho procurado caprichar nos textos e os escrever de forma mais interessante, o que demanda tempo e esforço, e acaba finalmente diminuindo a produtividade.</p>
<p>Enfim, tenho notado que este sistema, de publicar minhas idéias e pensamentos no blog, tem desvantagens em relação ao sistema anterior. Eu ainda mantenho o sistema de anotações particulares, mas tenho o usado menos, pois há vezes em que eu publico idéias apenas no blog e não no meu arquivo particular. Na soma dos dois sistemas, o número de anotações produzidas diminuiu.</p>
<p>Isso pode ter se dado também por outros fatores externos, que coincidiram temporalmente com a perda de produtividade, por exemplo: estou jogando Ultima Online, um jogo online viciante que me demanda muito tempo; estou indo na academia e me exercitando, o que pode melhorar a oxigenação do cérebro, no entanto, eu passo lá duas horas fazendo exercícios, durante as quais não penso nem tenho idéias, isso seria aceitável por ser uma parte pequena do dia, mas receio que esse tempo de inatividade mental se torne um hábito que se dissemina ao resto do dia; estou tomando um antidepressivo, Sertralina, que, apesar de melhorar minha fluência verbal e escrita, pode ter efeitos desconhecidos na minha cognição.</p>
<p>Para finalizar este comentário, gostaria de recomendar fortemente aos leitores que adotem um sistema similar de anotações, pelas vantagens, já mencionadas, que ele oferece em relação ao simples pensamento isolado.</p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>Diferenças econômicas individuais</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 20:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa forma de igualdade de salários em que o mesmo pagamento é dado a todas as pessoas por uma quantia fixa de esforço que elas puderem fazer, ocorrerá que aquelas pessoas com mais capacidade não terão incentivo para produzir mais resultado que aquelas com menos capacidade.
Assim, é dado a cada pessoa um salário que equivale [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=35&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Numa forma de igualdade de salários em que o mesmo pagamento é dado a todas as pessoas por uma quantia fixa de esforço que elas puderem fazer, ocorrerá que aquelas pessoas com mais capacidade não terão incentivo para produzir mais resultado que aquelas com menos capacidade.</p>
<p>Assim, é dado a cada pessoa um salário que equivale em valor de mercado ao valor produzido pelo seu trabalho, segundo a capacidade de cada um. Desta forma todos têm incentivo para dar o máximo de sua capacidade para produzir valor para a sociedade.</p>
<p>No entanto, há o fenômeno da propriedade herdada, e o fenômeno dos empréstimos e dos juros. A propriedade herdada é transferida por motivos emocionais, não racionais (isto chega ao ápice no exemplo da velha milionária que deixou a sua fortuna para o seu gato de estimação). Com a minha teoria da consciência, a racionalidade da herança em si diminui. No entanto, podem haver efeitos secundários benéficos ao fenômeno da propriedade herdada, se por exemplo uma pessoa trabalhar mais e ter a sensação subjetiva (e baseada numa ilusão) de que os seus bens acumulados não serão perdidos. No entanto, essa sensação subjetiva parece ser fraca e pode influenciar o resultado ou não, dependendo também da visão de mundo de cada pessoa.</p>
<p>Se a herança não contribui como motivação a trabalhar, quais os seus efeitos restantes nesse sistema? A herança contribui com uma desigualdade adicional àquela vinda da diferença individual de capacidade, de forma que ela multiplica essa desigualdade geração após geração, já que as condições iniciais melhores são um investimento que renderá a futura capacidade individual melhor. E para os pobres, geração após geração, condições iniciais piores em relação aos ricos levarão a uma capacidade de trabalho menor.</p>
<p>No entanto, o mecanismo causal das diferenças de capacidade de trabalho individual talvez seja desimportante no que se trata dessa lógica de incentivo de trabalho.</p>
<p>O fenômeno dos juros e dos empréstimos&#8230; uma pessoa tem direito a uma recompensa pelo trabalho que fez. Outra pessoa não tem direito a essa recompensa por não ter feito o trabalho. A primeira pessoa empresta o seu direito à recompensa à segunda pessoa, e um tempo depois, a segunda pessoa devolve o direito a recompensa à primeira, mas com direito a uma recompensa um pouco maior, esta fração sendo uma pequena recompensa ao serviço de empréstimo.</p>
<p>Se trata mais ou menos do mesmo problema da herança, em que o que está em jogo são as condições iniciais, que ditam a capacidade seguinte de poder de trabalho. O dinheiro gera dinheiro. Isto talvez seja um efeito não-desejado na lógica da recompensa e do trabalho.</p>
<p>O governo coleta impostos de forma desproporcional, de maneira que, embora aqueles com mais capacidade ganhem mais, deles é cobrado mais, e dos que ganham menos, é cobrado menos, ou não é cobrado. Ainda vale a pena trabalhar mais para os que têm mais capacidade.</p>
<p>Ocorre, num sistema assim, que o indivíduo de maior capacidade, além de dar um benefício maior para a sociedade pelo valor do seu trabalho, dá mais imposto do que gasta em serviços do governo (lucro), enquanto que o indivíduo de menor capacidade, além de dar um benefício menor para a sociedade pelo valor de seu trabalho, dá menos imposto do que gasta em serviços do governo (prejuízo).</p>
<p>Logo, quanto mais indivíduos de grande capacidade, menor é o imposto dos pagantes, e maior o valor do trabalho produzido pela sociedade. Quanto mais indivíduos de pequena capacidade, maior é o imposto dos pagantes, e menor o valor do trabalho produzido pela sociedade. Talvez esteja aí a resposta, por que no Brasil se paga muito imposto e se tem poucos bens e serviços, comparado com outros países desenvolvidos.</p>
<p>Poderia-se argumentar que o valor dado ao trabalho produzido por um indivíduo é arbitrário e distorcido dentro de um país. No entanto, a análise desse fator entre países e dos efeitos da globalização reduzem a sua relevância, no que se trata de comparação entre países.</p>
<p>Diferenças em capacidade podem, portanto, explicar diferenças no PIB per capita e na eficiência do governo entre países diferentes.</p>
<p>Em que consistem essas diferenças de capacidade? Seriam diferenças ambientais ou genéticas? Inteligência como medida por QI tem uma boa correlação com riqueza, e é predominantemente genética. Os efeitos do QI podem, por sua vez, melhorar as condições ambientais de educação, potencializando a diferença em nível de país ou região.</p>
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		<title>Relatividade dos conceitos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 18:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
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<p><a href="http://i34.tinypic.com/2dlohfn.jpg" target="_blank">http://i34.tinypic.com/2dlohfn.jpg</a></p>
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		<title>Preguiça de pensar</title>
		<link>http://thoughtdiary.wordpress.com/2008/07/14/preguica-de-pensar/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 18:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que possível evitamos pensar, temos preguiça. Me refiro ao tipo de pensamento ativo da parte consciente do cérebro, a parte que supervisiona o resto, a parte da qual temos atenção. Quando há grande atividade cerebral, há um aumento do fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro. Será que evitamos pensar para poupar energia? Será [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=26&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sempre que possível evitamos pensar, temos preguiça. Me refiro ao tipo de pensamento ativo da parte consciente do cérebro, a parte que supervisiona o resto, a parte da qual temos atenção. Quando há grande atividade cerebral, há um aumento do fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro. Será que evitamos pensar para poupar energia? Será que inventamos e aceitamos explicações e mitos para não ter mais que pensar sobre as coisas que não compreendemos, visando economia de nutrientes?</p>
<p>Mesmo em repouso, um cérebro humano de 1350g gasta cerca de 25% da energia do corpo; o cérebro de um bebê, 90% de sua energia; o cérebro de outros mamíferos, no máximo 5%.</p>
<p>Uma possibilidade do transhumanismo, já que não temos mais limitações de recursos como há 10 mil anos atrás, é aumentar o tamanho dos nossos cérebros, pois atualmente podemos arcar com os custos nutricionais de um cérebro mais ativo, e a inteligência vale o gasto. Possivelmente foi para poupar energia que a maior parte dos animais não desenvolveu cérebros grandes. Cada grama de cérebro consome 16 vezes mais energia que o mesmo grama de músculo.</p>
<p>Apesar da aparente disposição natural à preguiça de pensar, a descoberta e a curiosidade são coisas naturalmente presentes nas pessoas, e são estimulantes. É possível que com o hábito isso venha a se associar ao pensamento ativo, criando um condicionamento positivo. Assim, o pensamento ativo talvez possa se tornar um hábito condicionado e ocorrer com mais frequência, se for prazeroso.</p>
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		<title>Escrita no chinês clássico</title>
		<link>http://thoughtdiary.wordpress.com/2008/07/08/escrita-no-chines-classico/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 00:08:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A linguagem escrita do chinês clássico é semelhante à que Leibniz queria criar.
Cada conceito mental é identificado por um único símbolo, de forma parecida com uma notação matemática (embora grande parte dos símbolos sejam uma aglutinação com sentido de símbolos menores). No entanto, o texto às vezes perde claridade e especificação se comparado ao nosso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=20&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A linguagem escrita do chinês clássico é semelhante à que Leibniz queria criar.</p>
<p>Cada conceito mental é identificado por um único símbolo, de forma parecida com uma notação matemática (embora grande parte dos símbolos sejam uma aglutinação com sentido de símbolos menores). No entanto, o texto às vezes perde claridade e especificação se comparado ao nosso sistema &#8211; será o japonês um bom equilíbrio entre um sistema e outro?</p>
<p>Inicialmente os símbolos eram baseados em formas intuitivamente semelhantes à realidade. Com o passar do tempo foram sendo estilizados e perderam parte da semelhança. Leibniz queria uma semelhança maior e prontamente reconhecível mesmo por quem não conhecesse a linguagem. Isso seria impossível. Não sei se é preferível simplificar o mais possível os símbolos, pois a sua complexidade e &#8220;personalidade&#8221; ajudam na sua memorização.</p>
<p>No chinês moderno, assim como no japonês, a grande maioria das palavras é simbolizada por mais de um símbolo, como na junção de raízes em algumas das nossas palavras, ou na representação de números grandes, como 40, que utiliza dois símbolos. No japonês, ainda, formas de especificação linguística nas frases são representadas por símbolos fonéticos. Creio que seria possível representar estas especificações linguísticas nas frases de forma puramente simbólica.</p>
<p>O japonês usa um sistema híbrido de representação fonética e simbólica, e não é rígido, isto é, há uma flexibilização ou possibilidade de escolha entre representar certos conceitos simbolica- ou foneticamente, ou ainda, às vezes, com um símbolo ou outro, para dar uma conotação especial.</p>
<p>(escrito em Outubro de 2007)</p>
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		<title>Linguagem e afirmações</title>
		<link>http://thoughtdiary.wordpress.com/2008/07/08/19/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 23:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Afirmações definem o mundo em uma direção em oposição a uma outra. Não-afirmações deixam o mundo indefinido. Mas é preciso ver a questão por uma perspectiva da psicologia evolutiva, uma perspectiva biológica, cerebral. Aí as definições podem ser automáticas.
(Negando o que eu disse acima: )
Afirmações não definem o mundo em uma direção em oposição a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=19&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Afirmações definem o mundo em uma direção em oposição a uma outra. Não-afirmações deixam o mundo indefinido. Mas é preciso ver a questão por uma perspectiva da psicologia evolutiva, uma perspectiva biológica, cerebral. Aí as definições podem ser automáticas.</p>
<p>(Negando o que eu disse acima: )</p>
<p>Afirmações não definem o mundo em uma direção em oposição a uma outra. Não-afirmações deixam o mundo definido. Não é preciso ver a questão por uma perspectiva da psicologia evolutiva, uma perspectiva biológica, cerebral. Aí as definições podem não ser automáticas.</p>
<p>(Este estilo de negação é até agradável, irônico, e talvez condicione positivamente o criticismo)</p>
<p>Quando não se está certo sobre a afirmação ou a negação, o que se faz? Se toma cuidado para não fazer afirmações contraprodutivas, afinal, se afirmar é definir em uma direção em oposição a outra, não se quer empurrar o barco para o lado oposto do desejado, certo? Talvez se queira, se isto despertar o senso crítico.</p>
<p>Afirmações parecem contar sempre com um nível de incerteza, e a linguagem parece ser falha. Como é o raciocínio não-linguístico?</p>
<p>X é Y. = [Quem escreve percebe que] X é Y. =</p>
<p>[Quem escreve percebe que] X é Y, [porque... (raciocínio = X é Y |ou| X não é Y.)]</p>
<p>o que é X? o que é Y? o que é ser? X é aplicável a todos X? Y é aplicável a todos Y?</p>
<p>Exemplo:</p>
<p>Céu é azul. = [Quem escreve percebe que] céu é azul. =</p>
<p>[Quem escreve percebe que] céu é azul, [porque... (raciocínio (experiência = céu azul?) = céu é azul. |ou| céu não é azul.)]</p>
<p>o que é céu? o que é azul? o que é ser? céu é aplicável a todos céu? azul é aplicável a todos azul?</p>
<p>(Todo?) céu (sempre?) é azul (todo azul é esse azul? azul é uma categoria que agrupa vários azul)(A luz do sol (fótons, que viajam do sol (estrela, que emite fótons) até o olho humano (que normalmente, mas nem sempre, interpreta colorações com 3 sensores)), passando pela atmosfera da terra (céu), em uma determinada parte do dia, é interpretada pelo cérebro humano como uma variação dentro da categoria de cores associada, em português, ao conceito &#8220;azul&#8221; (há pessoas, fora da normalidade, que podem ver o azul diferente, ou não distinguir cores))</p>
<p>&#8220;Céu é azul&#8221; parece perfeitamente válido, mas é apenas um sinal que depende totalmente da interpretação de um leitor, e é a interpretação que tem o significado, não a linguagem em si. A interpretação é diferente da, e muito mais complexa que a, linguagem, por isto a linguagem é altamente imprecisa, e mesmo enganadora.</p>
<p>&#8220;Céu é azul&#8221; é uma maneira abreviada e dependente de subsequentes elaborações de contexto que são feitas não linguisticamente. Na verdade nós fazemos todo este pensamento automaticamente, sem precisar o elaborar de maneira linguística. A compreensão não-linguística é muito mais rápida, porém menos consciente, às vezes menos analisada. A consciência faz no foco de sua atenção uma supervisão analítica.</p>
<p>Será inadequado interpretar a linguagem como lógica formal, matemática, de forma fixa? Ora, no contexto, nas premissas, é que está o grande potencial de falha. Isto parece concordar com a idéia de Popper de que se pode negar, mas não afirmar com certeza. Ou será que não se pode sequer negar com certeza?</p>
<p>Bom, é preciso uma certa relatividade, um grau de certeza ao invés de certeza absoluta. Se trata então de uma análise de probabilidades. Se tem fatos com 90% de certeza, se baseia nisso um outro com 90%, e assim por diante.</p>
<p>Há de se analisar probabilidades, disso não há fuga, tenta-se, então, maximizar o nível de certeza. Se não se tentasse fazer isto, analisaria-se as probabilidades mesmo com um nível de certeza menor, querendo ou não.</p>
<p>(escrito em Setembro de 2007)</p>
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		<title>Proposta de pleno emprego</title>
		<link>http://thoughtdiary.wordpress.com/2008/06/16/proposta-de-pleno-emprego/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 10:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O capitalismo me parece um meio excelente de distribuição da produção das pessoas. Os bens e serviços produzidos são escassos, não há de tudo para todos. A distribuição capitalista é livre, todos podem ter tudo, dependendo da escolha que fazem com o dinheiro que têm ou terão. Cada um ganha o correspondente em bens e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=13&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O capitalismo me parece um meio excelente de distribuição da produção das pessoas. Os bens e serviços produzidos são escassos, não há de tudo para todos. A distribuição capitalista é livre, todos podem ter tudo, dependendo da escolha que fazem com o dinheiro que têm ou terão. Cada um ganha o correspondente em bens e serviços àquilo que produziu, o que estimula o trabalho e a inovação. Isso beneficia a todos de uma forma considerável, exceto aos mais pobres e miseráveis. Estes não se beneficiam do capitalismo. Se os desempregados e os mais pobres pudessem receber um auxílio garantido em troca de trabalho, o capitalismo seria bom para todos.</p>
<p>Talvez a ociosidade de parte da mão-de-obra seja necessária para a eficiência do sistema de mercado capitalista (já que ele exige contratações e demissões, sucessos e falências), no entanto, talvez essa mão-de-obra ociosa pudesse ser utilizada temporariamente em empregos pouco especializados e de baixa remuneração, fornecidos pelo governo ou por entidades, até que a pessoa encontre um emprego melhor. Isso daria um pouco mais de segurança à instabilidade de trabalho inerente ao sistema capitalista, e daria um aumento de produtividade considerável à economia da sociedade, sendo não uma alternativa ao capitalismo, mas um &#8220;curativo&#8221; a alguns problemas sociais existentes nesse sistema.</p>
<p>Pessoas incapacitadas de exercer trabalho não seriam classificadas como mão-de-obra ociosa, mas como dependentes ou inválidos, ainda podendo receber auxílios sem trabalhar, se for o caso (de que esse tipo de auxílio valha a pena).</p>
<p>Já que o simples auxílio aos pobres, não acompanhado de trabalho em troca, como o programa Bolsa-família, causa inflação, principalmente nos alimentos (que é o tipo de produto que tem um aumento de demanda por parte daqueles que usufruem desse auxílio), essa inflação poderia ser revertida a curto prazo se aqueles de baixa renda inseridos nesse programa trabalhassem para produzir alimentos. Esse sistema possivelmente levaria os pobres para o ambiente rural. Outra possibilidade é que a demanda pelos alimentos aumentará a longo prazo a produção existente, e assim as pessoas de baixa renda poderiam trabalhar em qualquer tipo de ocupação que fosse conveniente.</p>
<p>De toda forma, o trabalho feito por essas pessoas daria um retorno financeiro que baratearia enormemente os custos do programa, possibilitando a sua extensão para todas as pessoas que estejam temporariamente desempregadas e que desejem participar (o que seria a meta principal), e o aumento do valor monetário do auxílio. Isso talvez diminuiria a quantidade de miséria e de criminalidade no país.</p>
<p>Possivelmente, com este sistema, o custo da mão-de-obra de baixa qualificação subiria (já que os empregadores teriam menor demanda pelos empregos de baixa remuneração), o que poderia ocasionar alguma inflação, ao menos a curto prazo, no entanto, o preço da mão-de-obra no Brasil ainda é bastante pequeno comparado a outros países mais desenvolvidos, então não acho que seria um grande problema. Teorias mais recentes da relação entre inflação e desemprego confirmam essa suposição, de que, com o aumento do percentual de emprego, a inflação costuma ocorrer a curto prazo mas se estabiliza a longo prazo.</p>
<p>De um ponto de vista libertário, pagar este tipo de auxílio para os desempregados talvez não fizesse sentido, já que seria como um roubo do dinheiro do contribuinte com boa renda, direcionado para o desempregado, de forma que o desempregado de fato seja um prejuízo para o país, e um peso nos ombros dos membros mais produtivos da sociedade. No entanto, de um ponto de vista utilitário, importa o que causa um resultado mais positivo para todos em termos de felicidade, então este tipo de interferência poderia ser eticamente justificável, além do possível resultado de melhorar o ambiente social e diminuir problemas que afetam a todos.</p>
<p>Quanto ao Bolsa-família, tenho a impressão de que ele erra em distribuir auxílio para quem tem filhos — pobres não deveriam ter filhos, e não se deveria os incentivar a ter; quem deve ter filhos são aqueles com renda alta, que têm condições de os criar bem, para serem membros úteis à sociedade, ao invés de os criar mal, para serem prejuízo à sociedade como um todo (em vários aspectos). Talvez seria mais útil um programa que pagasse aos pobres para terem poucos filhos, ou ainda, como na China, os multasse ao terem muitos filhos. Novamente, isso seria errado de um ponto de vista libertário, mas talvez justificável de um ponto de vista utilitário.</p>
<p>Por enquanto esta proposta é apenas um esboço.</p>
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		<item>
		<title>A mente e o corpo</title>
		<link>http://thoughtdiary.wordpress.com/2008/06/01/a-mente-e-o-corpo/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 21:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O que gostaria de relatar são experiências relativas à influência da mente nas sensações corporais, e à influência das sensações corporais, por sua vez, nos estados mentais.
Eu comecei a me interessar em psicologia lendo um livro que comentava sobre abordagens diferentes de vários psicólogos. Entre essas abordagens, é relevante para esse relato a psicologia corporal, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=12&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O que gostaria de relatar são experiências relativas à influência da mente nas sensações corporais, e à influência das sensações corporais, por sua vez, nos estados mentais.</p>
<p>Eu comecei a me interessar em psicologia lendo um livro que comentava sobre abordagens diferentes de vários psicólogos. Entre essas abordagens, é relevante para esse relato a psicologia corporal, particularmente Wilhelm Reich.</p>
<p>Há uns cinco anos atrás eu comecei a aplicar suas idéias de que a tensão mental, e as patologias mentais, são de alguma forma traduzidas em tensão corporal, o aspecto corporal delas mantendo o aspecto mental, e vice-versa. Então tentei relaxar totalmente os músculos corporais, com o auxílio de respiração. É um processo muito difícil e demorado, e dificilmente eu conseguiria mais que relaxar um grupo particular de músculos.</p>
<p>Devo lembrar que todos adultos têm tensão muscular, decorrente de um nível mínimo de experiência psicológica, com possível exceção das crianças, e que um nível mínimo de tensão é necessário até para a postura e para manter o corpo de pé. Praticamente todas as pessoas adultas respiram de uma maneira tensa, e a tensão é a regra e não a excessão, embora ela atinja graus maiores com um maior nível de doença psicológica. A yoga tenta justamente mexer com isso e relaxar o corpo de uma maneira gradual e semelhante.</p>
<p>Em uma ocasião consegui relaxar os músculos do topo da cabeça, coisa que não consegui mais repetir desde então. O que senti foi uma mudança imediata de estado mental, um aumento de tranquilidade, espontaneidade e auto-confiança. Geralmente o relaxamento muscular me trouxe sensações parecidas com essas, que foram inéditas para mim até então, e semelhantes ao efeito do álcool e da maconha, mas sem efeitos adversos como declínio de capacidade cognitiva e de controle motor.</p>
<p>Em outras ocasiões consegui relaxar grupos musculares diferentes. Um dia tentei relaxar completamente os músculos faciais, levei uma hora ou algo assim até conseguir, e na hora seguinte aproveitei efeitos parecidos, principalmente um aumento de naturalidade e de criatividade, e uma sensação bastante boa.</p>
<p>Com o relaxamento do tórax consegui o relaxamento da respiração, o que seria semelhante à respiração abdominal ou diafragmática, uma respiração que flui livremente e sem esforço, acompanhada de um leve prazer corporal.</p>
<p>Uma vez ou outra, ainda nessa época, consegui relaxar moderadamente o corpo inteiro, de maneira a quase perder a sensação do corpo, me sentir &#8220;sem corpo&#8221;, livre e solto, o que veio acompanhado de uma sensação mental correspondente, de extrema tranquilidade e de prazer.</p>
<p>Outra vez, com um relaxamento semelhante, consegui uma significante alteração de personalidade, com um aumento de criatividade, de naturalidade e de confiança, como se eu voltasse a ser um &#8220;eu&#8221; que eu havia perdido há muitos anos atrás. Como sempre, isso durou por não mais que algumas horas. Eu estava no último ano da escola, na aula de matemática, e me senti especialmente capaz de resolver problemas.</p>
<p>Sabe-se que a depressão, por exemplo, diminui a habilidade matemática. Os diversos graus de patologia psicológica, maior ou menor, têm efeitos inesperados.</p>
<p>Nos anos seguintes eu tentei menos esse tipo de relaxamento, até porque é extremamente trabalhoso e os resultados são de curta duração. Acho que o método proposto pelos seguidores de Wilhelm Reich é combinar o relaxamento corporal com a terapia psicanalítica, para conseguir efeitos duradouros, isto é, tratar a origem mental das tensões para que elas não retornem em seguida. Embora eu desaprove da psicanálise como teoria, admito que ela possa trazer resultados práticos terapêuticos, mas questiono o quanto ela é eficaz comparado com outras possibilidades de terapia.</p>
<p>Acho que a tensão corporal e mental varia com os costumes culturais, de cultura para cultura, e varia com o grau de doença psicológica, atingindo graus maiores com transtorno de estresse pós-traumático, fobias, inibições, etc. Também costuma ser maior em alguns grupos de pessoas, como autistas, por motivos que eu desconheço, e costuma ser menor em negros, ao que me parece, tanto em termos mentais como corporais. Eu particularmente sofro de uma tensão corporal e mental bastante grande.</p>
<p>No final do ano passado, em um momento particularmente estressante da minha vida, eu tentei num dia esse tipo de relaxamento, particularmente do tórax e do quadril, e como sempre consegui um imediato aumento de espontaneidade, tranquilidade e criatividade que me impressionou bastante. No entanto, parece que nesse estado minhas defesas estão comprometidas, e estou mais aberto a frustrações.</p>
<p>Quando o efeito acaba, o aumento de tensão é sentido, e acompanhado de sentimentos mentais de sofrimento. Nesse dia, algumas horas depois, eu tive um aumento de ansiedade, e sensações corporais particulares. Tive palpitações e uma onda de frio bem localizado no peito, depois tive dor no peito e tontura, e muito medo. Achei que estava tendo um problema de saúde, talvez cardíaco, e fui para a emergência do hospital. Descobri mais tarde que tive um ataque de pânico, que causa esse tipo de sensação corporal e muito medo. Nos seis meses seguintes eu lutei contra a síndrome do pânico que havia se estabelecido, pois o ataque de pânico gerou uma fobia a novos ataques, e essa fobia retro-alimentava o pânico.</p>
<p>Esses foram provavelmente os piores meses da minha vida, foi um inferno em algumas ocasiões, e achei diversas vezes que iria morrer, mas aos poucos fui melhorando com o auxílio de terapia cognitivo-comportamental, que é um tipo de psicologia muito bom e relativamente científico, e que eu recomendo a todos. Faz cerca de um mês que estou melhor, e acho que superei o pânico. Tenho ainda algumas sensações de vez em quando, como dor no peito e tontura, mas quase nada.</p>
<p>Durante o meu pânico pude compreender como o estado mental pode influenciar o corpo a ponto de causar esse tipo de reações somáticas extremas, levando a uma reação cerebral de &#8220;luta ou fuga&#8221; quando um certo limiar de ansiedade é alcançado, e pude ver como as sensações têm o poder de influenciar a cognição, causando padrões de pensamento automáticos sobre os quais temos pouco controle, afinal eles são nós mesmos, e nós funcionamos fisicamente e temos causa e efeito. A extensão dos esquemas cognitivos adquiridos me levam a questionar o livre-arbítrio do corpo em si, e a encarar de uma maneira nova esse problema que eu já tinha como resolvido, mas creio que o arbítrio ainda exista de alguma maneira pequena.</p>
<p>Enfim, não tenho mais intenção de mexer com o relaxamento corporal por ver que ele pode ter consequencias perigosas. No entanto, me interesso em compreender o mecanismo como se dão essas interações entre o corpo e o cérebro ou o estado mental, e acho que, se bem compreendidas, podem dar origem a potenciais interessantes e possibilidades inovadoras de terapia.</p>
<p>Segundo Epícuro, outros filósofos antigos, e Schopenhauer, a ataraxia, ou a ausência de preocupações e de sofrimento, é o nosso grande objetivo, fazendo o caráter da felicidade e do prazer no corpo humano se dar de uma maneira um tanto negativa, como mera ausência de sofrimento e de preocupações, apesar de poder também ser positiva.</p>
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		<title>Simulação de realidade</title>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 18:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jonatas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A consciência humana não participa da tomada de decisões, já que qualquer tomada de decisões necessita uma máquina física para a realizar, um cérebro ou computador. Assim, a vida poderia ser, teoricamente, experienciada, exatamente do jeito que é,  na forma de uma ilusão, como um filme, em que não é possível ao observador controlar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thoughtdiary.wordpress.com&blog=3646587&post=10&subd=thoughtdiary&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A consciência humana não participa da tomada de decisões, já que qualquer tomada de decisões necessita uma máquina física para a realizar, um cérebro ou computador. Assim, a vida poderia ser, teoricamente, experienciada, exatamente do jeito que é,  na forma de uma ilusão, como um filme, em que não é possível ao observador controlar os acontecimentos. Esse filme precisaria cobrir todos os sentidos humanos, que não são apenas cinco, mas onze, segundo a psicologia &#8211; e processos internos e conscientes do cérebro também são sentidos, como pensamentos, emoções e memórias.</p>
<p>Para tornar um filme assim possível ao observador, seria preciso primeiro o deprivar dos seus próprios sentidos da realidade verdadeira, e então os substituir pelos sentidos do filme, o que não é impossível, e necessitaria de uma manipulação física do cérebro, talvez conectando partes dele a um computador, ou a um cérebro artificial. Seria ainda mais fácil criar consciência diretamente num computador ou cérebro artificial que passasse a essa consciência os sentidos desse filme, da mesma forma como o nosso cérebro passa à nossa consciência os sentidos da realidade externa e de seus processos internos.</p>
<p>Para tornar possível a criação de um filme assim, seria necessário: ou o gerar artificialmente por computador, ou o gravar com base em acontecimentos reais, ou uma combinação dos dois, isto é, com aspectos reais e aspectos artificiais. Se o filme for artificial de alguma maneira, é possível que ele seja grandemente diferente da realidade, inclusive com regras físicas diferentes, e com lógicas diferentes, de modo que, julgando pelo filme, não seria possível saber como é a realidade verdadeira.</p>
<p>Um filme poderia passar apenas uma parte da vida e fazer a consciência sentir que já havia experienciado o tempo anterior, por meio de memórias implantadas.</p>
<p>Se o filme fosse interativo, sendo assim mais como um jogo, ele poderia deixar, digamos, o pensamento, ocorrer de fora dele. Esse jogo, para ser possível, necessitaria ser, ao menos em parte, artificial (dependendo das características do jogo, totalmente artificial), e precisaria de uma tecnologia e de uma complexidade muito maiores do que seria necessário para um filme, pois o jogo teria que se adaptar às infinitas possibilidades de escolha do observador ou jogador.</p>
<p>Não é impossível que estejamos vivendo um filme agora. A grande questão seria: por que fazer um filme assim? Para criar um filme assim, seria necessária a existência de alta tecnologia. Para haver alta tecnologia, e para a sua manipulação, é necessária alta inteligência. Para haver um filme assim, seria necessário que ele cumprisse uma utilidade, e essa utilidade precisaria ser ainda mais relevante pelo fato desse filme incluir dor e sofrimento, um prejuízo real. Já que os criadores precisariam ser inteligentes, eles saberiam disso. Qual a utilidade que um filme feito da maneira como é a nossa realidade poderia ter para tais criadores inteligentes? Se essa utilidade não existir ou não puder fazer sentido, podemos nos assegurar de que não estamos vivendo numa simulação de realidade, mas no mundo real.</p>
<p>É interessante pensar nas possibilidades futuras para a criação de tais tipos de filmes ou jogos, e pensar sobre o que seria proveitoso criar no futuro pode nos dar dicas a respeito de se a nossa realidade ser uma simulação faria sentido.</p>
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